Dois anos depois e lá vem ele, um homem qualquer, que aparece cheio de conflitos, e por isso mesmo, está sujeito a impulsivos e quase impossíveis, acontecimentos, sejam eles, objetivos ou subjetivos. É a trama existencial.
Fruto de uma época, resultado de uma história. Carregado de tudo que pesa em torno da culpa, do medo e do pecado. Mas é romanceado, sensível, sutil, político sem ser partidário, lírico, e contemporâneo, forte, mas delicado. Protagoniza um questionador de valores, de crenças, alguém que quis protestar, sobretudo, alguém cuja compreensão do amor transcende a todo e qualquer conceito, preceito, preconceito, credo ou raça.
A intensidade não se baseia no tempo.
Meu, o cara é tudo! Tive a honra de ver nascer, de acompanhar a gestação, foi um parto iluminado. Lembro como se fosse hoje quando ainda era um menino, ele ali, traçando, quase em poesia, o que agora vem revelado e impresso, e porque não? Vem também derramado em literatura.
A leitura do filme é uma suave película, onde o pano de fundo é a integração, íntegra ação, deixa tudo no espectador meio fora de lugar.
E porque se abre ao impulso é atraído por uma força semelhante quando em meio ao caminho, é ajudado por uma moça dotada de impulsividade, alguém que não veio ao mundo para deter-se, mas para entregar-se ao imediatismo da paixão.
Faz do cotidiano uma pesquisa de arte, se veste de amor e de dor, esses contrapontos do final dos tempos anunciados em nome da fé. Prepara seu personagem, enquanto se depara com a verdade que há no mundo, vivendo de forma peregrina, quase ainda uma menina, bela, sincera, imediata, descobre a realidade experimentando ensaiar o que não tem ensaio: a arte de viver!
Num simples ato de solidariedade nasce a cumplicidade perpetuada. O real e o imaginário formam o grande laboratório de existir em meio ao caos.
E a lei da atração continua!
É a lei da atração contínua.
Atração é a lei continuada.
Um Homem Qualquer esbarra com outro qualquer que se faz eco e modelo, simultaneamente. Alguém que rompe com a família, com a religião, a profissão, a política, a cidadania, e recria em si mesmo, um personagem que traduz o limiar entre a coragem e a loucura.
Por um tênue fio de lucidez vai às ruas gerando polêmicas; adentrando - as, faz delas, inclusive, sua moradia. Não é alguém cuja palavra passa em vão. Faz amigos, ganha credibilidade, traz uma nova forma – pensamento, um novo grupo de Homens: um homem qualquer sem ser qualquer um, e podendo ser, qualquer, reconstruindo o próprio homem.
Eles se entrelaçam e se complementam ao longo da estrada que recomeça.
Na tela, a percepção clara, limpa, tudo conjugado, harmônico, lembrado, guardado, resguardado, faz voltar à memória aquilo que traduzimos como set de filmagem: uma orquestra afinada, gentil, onde a pausa que fez parte da música, dando a ela o melhor tom, é o silêncio posto na perfeição do som direito, é a lâmpada e a luz, o foco e o clarão da lua na noite – diária - escura, é a fotografia do sonho sendo esculpida, é a atenção da continuidade e a sensibilidade da arte, é a produção apenas de suporte nessa hora, porque a melodia do filme é metafísica, é reconhecida pela sintonia.
Resultado de protagonistas visíveis e invisíveis ao público é um bastidor de histórias que jamais terminam, porque, deu-se a oportunidade de eternizar pessoas e deixar isso gravado.
Não há medidas, há registros, apenas: de olhares, de abraços, de alegrias, de soma, de imagens, de sons, de aromas, de energia impressa na verdade da afetividade, e da efetividade, é o sentimento bom do todo.
Cinema é cumplicidade generalizada.
UM HOMEM QUALQUER vai ao mundo convidando toda gente a viver essa história. Tentar viver sem ficção. Mergulhar mesmo num enredo que, certamente, denota consciente ou inconscientemente, o coletivo. E todos nós fazemos parte dele!
Quem faz UM HOMEM QUALQUER?
Os atores e atrizes: Heriberto Leão, Nanda Costa, Carlos Vereza, Pedro Nechiling, José de Abreu, Paulo Bonfá, Arieta Correa, Teca Pereira, Larissa Vereza, Zavier, Lulu Pavarim, Luciano Quirino, Antônio Petrim, Norival Rizzo, dentre tantos outros igualmente especiais.
Os diretores, produtores, escritores e equipe técnica: Caio Vecchio, Flávia Thompsom, Fernanda Grandesco, Jorge Vaz, Toni Domingues, Nando Dias Gomes, Pablo Pinheiro, Guilherme F., são muitos profissionais bacanas envolvidos…
É gente de ponta, apontando novos caminhos ao cinema brasileiro, cada um protagonizando sua parte na história…
Agora, saber quem é quem, só UM HOMEM QUALQUER para mostrar.
Não deixe de assistir.
Em breve nos cinemas!